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Krauttag – o diário chucrute. Aulas de teatro ajudam a esquiar

Monday, January 11th, 2010

Mais uma atualização digitada direto do forno, digo, do celular. Segundona, Montag (embora aqui eles digam ‘mondag’. Em Berlim é algo mais próximo de ‘montak’), neva para quase mais de metro. Os jornais mostram fotos de berlinesas já adultas brincando feito criancinhas com trenós na neve. A expectativa era de piora no tempo (ou seja, a neve, pelas previsões iniciais, iria embora). Agora parece que teremos um clima muito mais interessante e com ainda mais neve! Ontem e anteontem nevou praticamente apenas durante a madrugada, de modo que foi possível esquiar e brincar com os trenós aqui na vizinhança mesmo. Já hoje a coisa está um pouco mais séria e eu posterguei o meu passeio para logo depois deste texto. Fiquei um bom tempo só olhando pela janela, vendo a neve cair. Só faltaram os bolinhos de chuva (ou de neve, né?). 

Nos jornais, duas coisas chamaram a minha atenção. Era uma vez um país –a Áustria– que tinha dois campeões na equipe de salto com esqui; um mundial, um olímpico. Porém, devido à rivalidade, os dois não se falavam, e a medalha de ouro na competição de maior prestígio depois das oficiais — chamada Vierchanzenturnier — acabou indo para um atleta de outro país –a Finlândia. 
O que fizeram os austriacos? Contrataram um professor de teatro especializado em improviso. A ideia era fazer os atletas se soltarem mais e criar um ambiente de bom-humor entre os membros da equipe. Tratando os problemas de interrelacionamento, e as rivalidades, com bom-humor não haveria espaço para discórdia. Ideia parecida teve meu guru Paul Arden: deixe nossos melhores humoristas –Sasha Baron Cohen, Larry David, Will Farrell, Marcelo Adnet (ops!)– discutirem os termos de uma guerra; o bom-humor, e a inteligência, deles não permitirá que o assunto siga adiante, porquanto absurdo. 
O resultado? Jonathan Briefs, autoproclamado ‘humor-behalter’ oficial, afirmou já existir, após cerca de um ano de trabalho, além de piadas internas, também incentivos bem-humorados entre os atletas antes do momento de cada salto. 
(Se você se preocupa mais com o resultado esportivo, sem problemas: a Áustria faturou tudo e mais um pouco. Até a equipe alemã, outrora hegemônica, trouxe um austriaco para treinar seus skiläufern)

A segunda coisa a me chamar a atenção aqui nos jornais foi a tendência em encarar a netz (a internet deles) com desdém e até mesmo com um certo pedantismo. Linhas e mais linhas são escritas e impressas com reportagens e colunas clamando por maior rigor no controle do que as crianças veem quando surfam, nos perigos de não se manter a privacidade offline na vida online e até mesmo animadas discussões sobre como a netz mudou nosso jeito de pensar. 
Claro que eles dão maior ênfase às opiniões, digamos, antinetz. Algumas são bem interessantes, ao contrário do que tenho observado em tweets de seminotáveis (semicelebridades?) do Brasil. Vocês também não acham que é o fim do mundo uma pessoa ir falar mal ou reclamar da internet no… twitter?
Isso me leva à conclusão de que a internet muda o modo como fazemos as coisas, mas não muda exatamente como pensamos ou o que fazemos. 

Está na hora do meu passeio. Tchü-üß! 

Krauttag, o diário chucrute; revista Visions lança edição com retrospectiva

Friday, January 8th, 2010

Eu sei que vocês gostariam de ver uma foto minha em algum lindo vale coberto pela neve. Sim, eu estou (por um tempinho) na Alemanha e, sim, está nevando. Também já visitei uma estação de esqui, brinquei de fazer bola e boneco de neve. Também já provei os Starbucks e McDonald’s germânicos (não acreditem em quem disser que aqui tem cerveja nas lanchonetes Mac. Tem só em algumas. Eu comi um Big Rösti). Falta apenas patinar no gelo.

Essa atualização foi feita em um celular, portanto perdoem certos erros de digitação e, principalmente, o caráter text only da coisa. 

Hoje, no supermercado Edeka, lembrei-me finalmente que eu também gosto de música e, após procurar (um tanto em vão) por gibis e revistas de informática,  resolvi olhar também as pubicações musicais. Em destaque, em uma prateleira especial, estava a revista Visions (www.visions.de). Precisei de uma segunda olhada para reconhecê-la como revista musical; o lay-out manjado, cheio de minifotos e com “2009″ em destaque, só não me despistou por completo porque identifiquei a tempo as palavrinhas mágicas “edição com CD especial” na parte de cima.

A segunda coisa mais legal da revista, já que a primeira é obviamente o CD, é a divisão da música alternativa em vários subgêneros: noise & garage, post rock, folkrock, antigos heróis (!), indie new school (que NÃO é nu-indie), indie old school, novo alternativo e a surpreendente categoria música para dançar (englobando Gossip, Yeah Yeah Yeahs, The XX, Mando Diao e Phoenix, laureado como melhor disco).

No CD, cujo setlist eu pretendo incluir numa edição posterior, há os badalados locais do Tocotronic (eu particularmente prefiro Virginia Jetzt) e Bela B — que tem o mais sugestivo dos nomes, caso seja ruim –, além do maravilhoso National. Quase tudo em versões garimpadas: ao vivo, de single e até mesmo uma inédita (dos improváveis Kinderzimmer Productions).

Voltarei ao assunto. Agora deixem-me passar o CD pro iPod (via MacBook. Que falta faz o expanium!) e descer para comer uns Pflammküchen (um famoso tipo de panqueca local). 

Ach so… Tchüss

Como resolver o problema de cache no WordPress

Saturday, September 12th, 2009

Por incrível que pareça, blogar era mais fácil na versão grátis do WordPress, a wordpress.com. A versão ‘paga’, que vem como add-on do serviço de hospedagem, a tal WordPress.org, é bem menos prática –embora, é preciso admitir, muito mais maleável e modificável.

A versão 2.8 do serviço pago vira e mexe apresenta um problema de cache caso o blogueiro ouse instalar diversos (mais de um) plugins.

Dia desses, deparei-me com uma mensagem mais ou menos assim:

PHP Fatal error:  Allowed memory size of 33554432 bytes exhausted (tried to allocate 6233929 bytes) in /home/.../press/wp-includes/cache.php on line 330

Isso não só atrapalhava o design do blog  e desabilitava todos os plugins como também impedia o autor de fazer login (em seu próprio blog!).

Se o(a) nobre visitante é blogueiro e também sofre brinca com o Wordpress.org, saiba que a solução é mais simples do que andam dizendo por aí.

É só localizar o arquivo cache.php no diretório wp-includes e colar o código a seguir no início do arquivo:

ini_set('memory_limit','128M'); // set memory to prevent fatal errors

[É claro que é que colar logo depois da tag do php, ok?]

Agora salve o arquivo, uploade se necessário, e faça o teste. 128M é um bom tamanho, principalmente levando-se em conta que o valor anterior era de parcos 32M.

Dê um refresh em seu blog; deve funcionar redondinho.

PS: peço desculpas aos que visitaram este humilde blog nos dias em que o problema ainda não havia sido resolvido.